Inventário 7: Público / Privado

Inventário realizado no âmbito do Mestrado em Design da Imagem, 2015/16, como exercício de abordagem metodológica.

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Questão:
COMO SE REPRESENTA O PORTO?


Escala – exercício 1:
Como se representa contextualmente o nome da Cidade do Porto, na zona da Praça Coronel Pacheco, em 2016O que revelam as representações inventariadas sobre a identidade da Cidade que emerge no seu quotidiano?

Abordagem metodológica – ex.1:
Uma equipa de 14 ou 15 investigadores inventariou fotograficamente, de forma intuitiva e exploratória, as inscrições da palavra “Porto” na zona da Praça Coronel Pacheco, no dia 24 de Fevereiro de 2016, entre as 18h30 e as 18h55.
A acção foi realizada de forma espontânea, pelo que as condições técnicas, atmosféricas e luminosas foram relativamente desfavoráveis.
Tendo em conta que o propósito do exercício não era primeiramente estético, considerou-se que, mesmo com estas condicionantes, haveria condições de validação dos resultados.
Foram então coligidos 39 espécimes, observados e interpretados pelo mesmo grupo de investigadores, imediatamente a seguir ao acto de recolha fotográfica.


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Escala – exercício 2:
Como se representa contextualmente o nome da Cidade do Porto, na semana de 24 de Fevereiro a 2 de Março de 2016, no Porto? O que revelam as representações inventariadas sobre a identidade da Cidade que emerge no seu quotidiano?

Abordagem metodológica – ex.2:
Uma equipa de 14 ou 15 investigadores inventariou fotograficamente, seguindo um protocolo, as inscrições da palavra “Porto” na semana de 24 de Fevereiro a 2 de Março de 2016, em toda a cidade do Porto.
A acção foi realizada de forma pensada, seguindo um estilo eleito por cada investigador, não havendo limitações de espaço e sendo que o prazo para a recolha das imagens também se alargou durante uma semana.
Foram então coligidos 83 espécimes. Esse grupo foi esquematizado em categorias para facilitar a análise, a partir dos grupos abordados no exercício 1 (comercial e institucional) e seus respectivos subgrupos, como: espaços privados (fachadas [institucional], publicações, souvenires e não classificados); espaços públicos (arte urbana, calçadas, cartazes e institucionais).

Interpretação do exercício 2:
A amostragem colectada no exercício 2 mostra que não houve engajamento dos investigadores proporcional ao exercício 1, frente ao alargamento do tempo e área de observação.
A nova amostragem sugere uma relevância no padrão do uso da palavra PORTO na cidade do Porto, já observada no exercício 1, com predomínio dos usos institucionais e comerciais. No entanto, mesmo com uma amostragem limitada, uma nova categoria foi observada: a arte urbana. Nessa nova categoria a palavra PORTO surge de modo não planejado e sem um padrão, sendo resultado de livre expressão de seus autores. Desse modo, não se aplica um método de categorização morfológica.


20160309_14xx_cunha_sclassificacao_poucovisiveisConclusão:
Percebe-se o uso da palavra PORTO na cidade do Porto de modo majoritariamente institucional e comercial, sejam através da sinalética urbana, nos equipamentos de serviços públicos e publicações oficiais, como também em produtos, catálogos e fachadas comerciais.
Através do segundo exercício,registou-se também a presença minoritária do uso da palavra PORTO na cidade do Porto através das expressões urbanas livres, como grafites, escritas vernaculares, protestos e outras manifestações livres de seus cidadãos.
Assim, conclui-se que a cidade do Porto se representa maioritariamente através de seus produtos comerciais (por exemplo, na identidade dos vinhos e publicidades), bem como na sua sinalética e identidade institucionais.


ESPÓLIO DE IMAGENS POR CATEGORIA (em construção):

PRIVADAS

PÚBLICAS

AMBÍGUAS E DISCRETAS


20160301_1400_Vieira_publico(3)-cópia

 

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